segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Chapéus há muitos"


Foto de Bruno Monteiro



A moda está dentro de nós.
Pode haver mil e uma revistas, mil e um criadores a dizer que este ano se usa isto e aquilo, mas a última decisão é nossa. E, haverá, afinal, melhor moda do que aquela que nos faz sentir bem, que nos faz sentir que somos nós mesmos?

Hoje, vamos pegar numa dessas modas, uma das modas que são muito mais que isso, são uma perspectiva e uma posição no mundo: a moda dos chapéus.
Saindo à rua, há chapéus por todo o lado: seja nas pessoas, seja nos manequins das montras das lojas… É caso para dizer que “chapéus há muitos”.

Mas afinal, porquê o chapéu?
Ou porque faz “um estilo porreiro” ou porque se dança “hiphop e chapéus e óculos de sol não podem faltar”. Assim disseram os constituintes de um grupo de hiphop do Algarve que, no passado sábado veio actuar à Universidade.
Se eles não se imaginam a sair de casa sem o boné, sem os óculos, sem as argolas nas orelhas, já muitas outras pessoas, que há primeira vista nada têm a ver com hiphop, também não deixam o chapéu em casa. Seja o velhote que está no café a ver o jogo de futebol, seja a rapariga que aproveitou o fim de tarde para andar de bicicleta, sejam os rapazes que discutem no parque de estacionamento. "Tem estado muito sol" diz o senhor de 60 anos que toma o seu fininho e vê um pouco de televisão, sentado numa mesa do café que frequenta todos os dias. "Sair de casa sem o boné? Nem pensar! Sentia-me nu... Já faz de tal forma parte de mim que nem sequer se põe essa questão, topas?", assim se refere o Snooky, um dos membros do grupo de Hiphop, à possibilidade de sair de casa sem o seu boné.

Para quem olha de fora, não é mais que um mero acessório. No entanto, existe gente para quem o chapéu faz parte de tudo. De tal forma que, nas suas cabeças não vislumbra um dia "para lá do chapéu". Propaga-se o culto ao chapéu, como já se propagou, há tempos, o culto das mini-saias ou o culto dos relógios. E entender esta devoção por chapéus está mesmo só ao alcance de quem o propaga.





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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Olhos no "Público"


No nosso trabalho optámos por analisar o site do jornal "Público".

Chegámos às seguintes conclusões:

Na página principal aparecem muitos conteúdos e praticamente com destaques idênticos, sendo, por vezes, complicado para o leitor escolher a notícia que mais lhe agrada ler. A única excepção é a primeira notícia, que aparece um pouco mais destacada que as outras.
Mal se abre o site, aparece um vídeo do lado esquerdo (no momento era do Presidente da República) que prende logo as atenções de quem chega ao site.

A publicidade do lado esquerdo invade, um pouco, aquele que seria o local destinado à apreensão de conteúdos por parte do leitor. Ou seja, o leitor é confrontado com publicidade que não deseja, logo no primeiro contacto com o site.

No lado direito da página deparámo-nos com a secção onde estão as notícias, mais lidas e as de última hora. O que nos leva a um maior interesse de pesquisa, uma vez que, à partida é do lado direito que o leitor mais procura os espaços informativos como links e barras de pesquisa, que nos levem à obtenção de mais informação.

O site permite a colaboração das pessoas, nomeadamente num inquérito. No entanto, contrariando as expectativas e, como as pessoas tendem a clicar mais do lado direito, este inquérito é apresentado do lado esquerdo do ecrã.

Na parte final da página estão disponíveis várias secções diferentes, que permitem alargar o leque de escolha de quem consulta o site.
Também na parte final da página, o Público oferece dossiers onde estão armazenadas informações sobre três grandes casos da actualidade: Gripe A, Caso Freeport e Caso BPN.

Quanto ao grafismo, considerámos que o mesmo tem um tom sóbrio e aconselhável para o serviço prestado.